Acaba de ser revelado em primeira mão o rosto do menino-rei egípcio, dois anos depois de uma equipa de peritos franceses e egípcios terem reconstruído a face provável do faraó.
Em comunicado oficial, o Conselho Supremo das Antiguidades (CSA) egípcio anunciou que, pela primeira vez, é revelado o rosto de um dos mais enigmáticos faraós do Egipto antigo - Tutankhamon.
Até então apenas era possível apreciar a sua máscara, mas agora a face original da múmia reconstituída poderá ser finalmente apreciada, em primeira mão, pelo público em geral.
O acontecimento surge 85 anos depois de Howard Carter ter descoberto o sarcófago com relíquias incalculáveis e a múmia de Tutankhamon.
O rosto encontra-se intacto devido ao antigo processo de mumificação, ao contrário do resto do corpo. A múmia continuará protegida do calor e da humidade numa urna especial climatizada, que oferece maior protecção do que o próprio sarcófago que o protegeu ao longo de milhares de anos.
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É conhecida a posição crítica do actual director do Conselho Superior de Antiguidades do Egipto, o arqueólogo Zahi Hawas, sobre o estado de degradação da múmia.
Hawas atribui as culpas ao britânico Howard Carter por a ter danificado de forma irreversível, ao desmembrar o cadáver em 18 fragmentos (posteriormente colados). Apenas a parte da cabeça encontra-se, neste momento, em bom estado.
As visitas turísticas ao túmulo do famoso faraó também não ajudaram. A respiração de cerca de 5 mil turistas que diariamente visitam o túmulo terá contribuído para criar humidade na câmara mortuária, afectando a múmia.
Reconstrução do rosto de Tutankhamon
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Em 2005, uma investigação exaustiva à múmia do jovem faraó, feita a partir de inovadoras técnicas de digitalização em 3 Dimensões foi possível reconstruir a face de Tutankhamon.
A surpreendente reconstrução forense do rosto do herdeiro de Nefertiti foi o culminar de um longo e polémico processo de estudo sobre a múmia do jovem rei, que governou os destinos do Egipto há mais de 3 mil anos.
Os peritos franceses e egípcios, liderados por Zahi Hawas, conseguiram chegar às medidas e traços distintivos da face do grande "menino-rei", características das pessoas do norte de África, da Europa, do Médio Oriente e até da Índia.
Os especialistas chegaram à conclusão de que o faraó teria nariz estreito, dentes salientes, um queixo proeminente e traços caucasianos.
Partindo das próprias esculturas em madeira encontradas pelos arqueólogos, e recorrendo ao actual tom de pele dos actuais egípcios e do traço negro a contornar os olhos usado pelos antigos reis egípcios, a artista Elisabeth Daynès conseguiu elaborar um busto em silicone.
O resultado foi este – Veja aqui!





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